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Durante as aulas de Língua Portuguesa, os alunos do 9º ano do Colégio São Paulo, foram desafiados a escrever um artigo de opinião, orientados pela professora Luciana F. Frainer. Após a escrita do material, três outras professoras de Língua Portuguesa selecionaram os melhores artigos, sendo eles: Quezia Muller Rigo - Ditadura da beleza: imposição ou vontade própria?; Lara Bartel - Quem é você por trás do filtro do Instagram?; Sara Caprari Chiarelli - A educação brasileira na ponta do lápis.

 

A atividade serviu para estimular o pensamento crítico e a escrita autoral. A seguir, os textos! Parabéns às selecionadas.

 

Ditadura da beleza: imposição ou vontade própria? - Quézia Müller Rigo

 

Na nossa sociedade é criado um padrão de beleza, ter um “corpo perfeito” é a meta de muita gente, o que muitas pessoas não sabem é que a ditadura da beleza não ocorre somente com mulheres, mas também com homens. Ao tentar atingir esta tão sonhada beleza, o ser humano pode adquirir doenças graves como bulimia, anorexia e vigorexia. Mas aí vem uma pergunta: o ser humano quer atingir a beleza para si ou para os outros? Isso é diferente de ter saúde, muitas pessoas emagrecem por estarem acima do peso ou não gostarem de seu próprio corpo.

Muitas vezes pessoas que fazem cirurgias plásticas acabam morrendo no meio do procedimento cirúrgico. O Brasil é o segundo pais que mais realiza cirurgias plásticas. A lipoaspiração é uma das mais populares. Médicos brasileiros fazem cerca de 200 mil deste tipo de cirurgia a cada ano, mas as mortes são poucas se pararmos para analisar o tanto de cirurgias que são feitas. Em média oito pessoas morrem a cada ano.

Uma das principais doenças é a anorexia: um transtorno alimentar que ocorre nas pessoas que estão em busca da perda de peso. Essas pessoas têm um medo enorme em engordar mesmo já estando magras. Esta doença pode causar e desnutrição e levar a morte. A bulimia também é um transtorno alimentar que se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de alimentos, e depois se provoca a saída desses alimentos a partir do vômito, do uso de laxantes e pratica de exercícios continuamente como uma forma de evitar ganhar peso. Já a vigorexia é uma doença psicológica e é caracterizada por desagrado constante com o corpo, mas afeta principalmente os homens e isso leva a uma prática continua de exercícios físicos.

De acordo com uma pesquisa realizada com mulheres que foi apresentada no livro “ditadura da beleza” de Augusto Cury, concluiu-se que 98% das mulheres não se veem bonitas; 93% afirmaram que a mídia é capaz de gerar uma busca doentia pela beleza; e 78% afirmaram que é preciso muito dinheiro para atingir o estilo de beleza emitido pela sociedade.

Pesquisas mostram que oito em cada dez adolescentes têm distúrbio alimentar. Isso ocorre porque querem atingir o padrão de beleza. Um estudo feito com 200 modelos apresentou que: 20% delas tem anorexia; 15% tem bulimia; 30% tem depressão e poucas estão satisfeitas consigo mesmas.

Cada pessoa é especial do jeito que é, tendo cabelo enrolado ou liso, sendo baixa ou alta, sendo magra ou mais gordinha. Isso não importa. Ser saudável não é somente ter um corpo perfeito, mas sentir-se feliz e bem consigo mesmo, sem recorrer às ilusões da ditatura da beleza.

 

Quem é você por trás do filtro do Instagram? – Lara Bartel

 

O Instagram é uma das maiores redes sociais hoje em dia, com aproximadamente 813.000.000 de usuários. Foi criado pelo norte-americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger, sendo seu lançamento em 2010. O aplicativo obteve grande êxito e tem uma influência enorme na vida de muitas pessoas. Mas nem tudo são maravilhas, a maioria das pessoas cria uma realidade totalmente diferente das que lhes pertence, mascarando-se e passando uma ideia de vida perfeita. Com isso os seguidores passam a acreditar nesta falsa realidade, o que baixa sua autoestima por se sentirem inferiores.

A autoestima em relação às redes sociais vem sendo bastante comentada, principalmente pelos chamados digital influencers, youtubers e blogueir@s. Muitos deles acabam desabafando através de vídeos ou textos sobre a “rotina” de terem que parecer estar sempre felizes para os outros, ou seja, se submetem às consequências de serem julgados pela sociedade por mostrarem quem são de verdade, pois por qualquer desleixo correm o risco de serem “massacrados” pelos haters com comentários odiosos. As mídias sociais em geral nos fazem dependentes do compartilhamento das “vidas perfeitas”, nos fazendo mostrar o como parecemos felizes em troca de insignificantes curtidas, fama e seguidores.

Uma pesquisa realizada com jovens pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem aponta que o Instagram é um dos meios sociais mais nocivos à saúde mental. A maior parte dos usuários possui entre 14 e 24 anos de idade, faixa etária que é mais vulnerável a sofrer com os efeitos colaterais como ansiedade, depressão, baixa autoestima, distúrbios na saúde mental e até mesmo falta de sono. Os índices de depressão e ansiedade aumentaram mais de 70% nos últimos anos. Além disso, é importante ressaltar a influência na aceitação corporal, a falta desta, por exemplo, faz com que 9 em cada 10 meninas sofram com o próprio corpo e sejam deprimidas, buscando mudar a aparência e cogitando transformações através de cirurgias plásticas. Sem contar o restante dos usuários.

Não devemos nos iludir com a mídia e muito menos nos comparar com outros perfis das redes sociais como o Instagram. As pessoas hoje em dia veem imperfeições como falhas ou coisas ruins e infelizmente acabam sendo julgadas por isso, mas são estas pequenas diferenças que tornam cada um especial do jeito que é.  E quem é você por trás do filtro do Instagram?

           

A educação brasileira na ponta do lápis – Sara Caprari Chiarelli

 

A educação no Brasil tem sido muito valorizada pelas famílias por ser um setor importante para um futuro produtivo. Cada vez mais as pessoas pensam em aumentar seus lucros e, atualmente, sem uma boa base educacional, é difícil alcançar este objetivo. Uma das grandes discussões presentes nas famílias é o tipo de escola que os filhos estudarão, qual é a de melhor qualidade, qual a mais barato, aquela que tem poucos alunos, a que tem muitos, etc. Sabemos que muitas vezes, por vários motivos, as pessoas não estudam e apesar de a educação brasileira ter melhorado nos últimos anos, ainda há uma grande taxa de analfabetismo.

Segundo o estudo do PISA (Programme for International Student Assessment – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) referente à posição da educação brasileira, o Brasil está em 53º lugar entre 65 países (em 2009). O estudo prova o quanto o país deve melhorar o investimento na educação referente aos outros. A responsabilidade de cuidar de todas as questões que envolvem a educação em todo o país é do Ministério da Educação, criado em 1930, no governo de Getúlio Vargas e hoje em dia chamado de Ministério da Educação e Cultura (MEC). No início não havia algo totalmente definido e padronizado, foi a partir de 1934 que a escola deveria ser única, pública, laica, obrigatória e gratuita. Após a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1961, os Estados e Municípios ganharam mais independência, descentralizando aos poucos o MEC.

Em Santa Catarina o órgão central do Sistema Estadual de Educação é a Secretaria de Estado da Educação (SED), então responsável pela formulação, controle e avaliação das políticas educacionais, que coordena as atividades, ações, programas e projetos da educação básica, profissional e superior e é responsável por administrar e orientar o ensino público no Estado, juntamente com o Conselho Estadual de Educação. Por ser um órgão governamental, quem o mantém é o governo e por essa questão, muitas vezes, ele é julgado pelas pessoas que tem alguma relação direta ou indireta com as instituições, pois todos precisam de boas condições.

Não é fácil decidir em que escola colocar seus filhos, pois há pouca diferença entre escolas públicas e particulares. As escolas públicas do Brasil têm mais dificuldades em certos setores por serem conduzidas pelo governo e sabemos que, com a grande extensão do território brasileiro, é difícil cuidar especificadamente de lugares que precisam de mais atenção. As regras estabelecidas nem sempre beneficiam todas as entidades, em contrapartida é o governo que oferece todos os subsídios que as escolas precisam e as mantém, desenvolvendo estratégias que tendem a ajudar a maior parte dos envolvidos.

As escolas privadas são muitas vezes um bom investimento para pessoas que acreditam em mais segurança e disciplina, além de perceberem que as famílias têm uma homogeneidade, uma estabilidade socioeconômica. As escolas privadas ainda podem escolher com que profissionais trabalhar, pois há várias pessoas querendo um emprego em que são mais respeitadas e valorizadas, já que em instituições públicas não é a atual realidade. Com as variações que a economia do Brasil sofre diariamente, a população acredita que investindo numa educação não ligada ao governo os estudos são mais focados e menos oscilantes, tornando as escolas privadas uma alternativa atraente e uma boa saída para um possível caos que as escolas públicas acabem sofrendo.

Em várias comparações feitas, foi possível comprovar que as escolas privadas brasileiras são superiores às escolas públicas por apresentarem melhores resultados, apesar de serem abaixo de escolas públicas de outros países desenvolvidos. Com essa constatação podemos nos perguntar: o problema é das escolas privadas, que não chegam ao nível de escolas públicas desses países ou o problema é a base governamental do Brasil?

Estudos de Portela e Thanassoulis (2001) mostram que “há grandes diferenças de eficiência entre os colégios privados e públicos. Os colégios privados obtiveram eficiência máxima e os colégios públicos obtiveram eficiência de 0,901”. Os dados provam que a taxa de eficiência favorece as escolas privadas, provando que há melhores condições de ensino.

Podemos concluir que se o governo brasileiro se dedicar e investir na educação as condições das escolas públicas poderiam consequentemente melhorar, assim tornando o estudo mais eficaz, podendo facilmente se superiorizar em relação às instituições privadas. Atualmente vemos as escolas privadas como algo para pessoas com mais posses, mas na realidade essas pessoas só querem um futuro garantido e, além do mais, há oportunidades para quem as procura. Esperamos que num futuro próximo essas melhorias aconteçam e que o Brasil cresça ainda mais no âmbito mundial.

 

 

 

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